A_dona_das_mãos: Adivinha
quem é?
Anônimo_Incógnito:
Você...
A_dona_das_mãos: E
quem acha que seu ou?
Anônimo_Incógnito:
O amor da minha vida.
A_dona_das_mãos:
E o que você acha que é o amor?
Anônimo_Incógnito:
O que houve com você.
A_dona_das_mãos:
Vivia sem amor?
Anônimo_Incógnito:
Vivia sem amar.
A_dona_das_mãos:
E o amor?
Anônimo_Incógnito: Vivia a divagar.
A_dona_das_mãos: Onde?
Anônimo_Incógnito: No que havia.
A_dona_das_mãos: E divagou o bastante?
Anônimo_Incógnito: Nunca basta, meu bem.
A_dona_das_mãos: Nem agora?
Anônimo_Incógnito:
O agora se faz por merecer.
A_dona_das_mãos: E
por que faz?
Anônimo_Incógnito:
Porque já sei que é tudo.
A_dona_das_mãos:
Tudo?
Anônimo_Incógnito:
Tudo que há.
A_dona_das_mãos:
Não pode haver mais?
Anônimo_Incógnito: São tantas as possibilidades de aventura...
A_dona_das_mãos: Com ou sem amor?
Anônimo_Incógnito: O amor é a condição da aventura.
Anônimo_Incógnito:
Você é a maior aventura.
A_dona_das_mãos: Isso quem diz é você.
Anônimo_Incógnito:
E quem acha que sou?
A_dona_das_mãos:
Não acho, tenho certeza.
Anônimo_Incógnito:
Assim você acaba com a brincadeira.
A_dona_das_mãos: Agora
a brincadeira é outra...
Anônimo_Incógnito:
...
P.S.: Chega de adivinhação.
