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Cafuné e Poesia

anonimo incognito: cafune e poesia

Anônimo_Incógnito: Olá.
Questionadora: O que faço com um olá?
Anônimo_Incógnito: Já fez uma pergunta.
Questionadora: Fiz a errada. Tenho outra chance?
Anônimo_Incógnito: De fazer a pergunta errada? Sempre...
Questionadora: Pode me salvar?
Anônimo_Incógnito: De quê?
Questionadora: De tudo.
Anônimo_Incógnito: Posso te fazer um cafuné.
Questionadora: O que um cafuné resolveria?
Anônimo_Incógnito: Cafunés resolvem tudo.
Questionadora: Tudo?
Anônimo_Incógnito: Tudo que não é falta de amor.
Questionadora: Então não pode me salvar.
Anônimo_Incógnito: ?
Questionadora: Não me resta amor algum.
Anônimo_Incógnito: Então nem resta o que salvar.
Questionadora: Nadinha?
Anônimo_Incógnito: Nada que valha a pena.
Anônimo_Incógnito: Há sempre algum amor na poesia...
Questionadora: Mas não é minha.
Anônimo_Incógnito: Se houvesse um dono, não seria poesia.
Questionadora: Então estou salva?
Anônimo_Incógnito: Tente você responder.
Questionadora: Sinto-me salva. Ao menos, provisoriamente.
Anônimo_Incógnito: Pela poesia?
Questionadora: A princípio.
Anônimo_Incógnito: Hum.
Questionadora: Agora, que venha o cafuné.


P.S.: Dedos mansos/ um recuo pra cada dois avanços/ entrega os pensamentos ao balanço/ ecoa no sossego um não me canso, não me canso, não me canso...