Sobre o Anônimo

Anônimos Incógnitos somos todos. Não há identidade que nos caiba, não há definição que nos sustente, ilesa. Quem sabe o que somos de fato, de improviso ou plano traçado? Eu, testemunha de tudo que penso e que faço, falho tentando ser o que sou. Contudo, ainda vou sendo inevitável...

Tem-se aqui a onipresença de um anônimo incógnito que nunca é o mesmo. Mas há uma fé imutável (talvez amor) que, seja o que for, nos reconhece parte de um todo. De encontro a encontro, o que é sabido vai se recompondo. E o desencontro de si, apontando no horizonte.

A fé se mantém. De preferência, em alguma coisa que nos inclua. Nós, que só nos somos porque existe o Outro.